Inteligência artificial: uma oportunidade

26 de outubro de 2018 | 4 semanas atrás | Tempo de leitura: 3 minutos

Qual será o futuro da inteligência artificial (IA)? Como nos relacionaremos com essa tecnologia? No último evento 3MW Chats, que aconteceu no dia 18 de outubro, as palestrantes Luciane Bottamedi e Lydia Caldana levantaram questões importantes sobre o assunto, ajudaram a mostrar oportunidades e esclareceram alguns pontos obscuros acerca do tema.

Luciane Bottamedi, head de Data Driven Business da 3MW, explicou que essa tecnologia “se trata de um software que simula a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas. São softwares que entendem, raciocinam, aprendem e interagem”.

Segundo Lydia Caldana, futurologista e head do departamento de futuro da Box 1824, as máquinas ainda estão longe de entender o mundo tão bem quanto o ser humano e exercer determinadas funções como nós. No entanto, a IA é capaz de realizar diversas tarefas perfeitamente, como solucionar problemas matemáticos e até mesmo realizar diagnósticos médicos, como  citamos aqui e aqui.

A média de QI de uma criança de 6 anos de idade é de 56 pontos; já a da inteligência artificial como ela é atualmente, 47 pontos. Porém, apesar de ainda estar distante de alcançar a capacidade humana em várias áreas, a IA pode abrir portas para caminhos que nunca imaginamos.

Para Luciane, os sistemas de educação podem ser muito diferentes com a inclusão da IA. “As crianças estão nascendo digitais, não seria interessante utilizar essa tecnologia para ensinar a partir de um conteúdo de interesse delas?”, questionou.

Acerca da educação, Lydia acredita que a “alfabetização digital será capaz de combater o medo que alguns têm da IA, capacitando pessoas para utilizarem essas ferramentas e criarem os seus próprios sistemas de inteligência artificial”.

Mais do que isso, Lydia salientou a importância da inteligência artificial na inclusão de pessoas.

“Um dos fatores mais importantes para a construção desse futuro é que ele seja pensado por todos e para todos, já que hoje em dia isso não é uma realidade. Atualmente existem instituições pensando em como se tornarem mais inclusivas e representativas, mas temos cenários frustrantes que nos deparamos diariamente”, comentou.

Como frisou Luciane, não devemos temer a inteligência artificial, mas sim tê-la como uma amiga. “Quando pensamos que os robôs irão nos atacar, precisamos lembrar que quem vai ensinar a inteligência artificial somos nós”.

Essa tecnologia deve ser tratada como uma oportunidade, uma parceria. A IA será capaz de abrir caminhos e solucionar grandes problemas, revolucionando áreas como saúde e educação. “Nesse cenário, o que restará para nós? Ser mais humano! Usar a imaginação, criatividade e moral”, finalizou Luciane.