Impressão 3D: o que esperar?

26 de Fevereiro de 2019 | 3 meses atrás | Tempo de leitura: 3 minutos

Você provavelmente já ouviu falar sobre impressão 3D, não é mesmo? Apesar de ser um processo conhecido por várias pessoas atualmente, há poucos anos, utilizar essa tecnologia para a produção rápida de objetos parecia ser algo distante e inacessível. No entanto, com o passar do tempo, ela tem sido bastante utilizada em diversas áreas. Mas afinal, qual será o futuro da impressão 3D?

A impressão 3D nada mais é do que a fabricação de qualquer objeto tridimensional com base em um arquivo digital. Nos dias de hoje, já é possível imprimir em cerca de 250 materiais diferentes, como titânio, vidro, borracha e, por incrível que pareça, até mesmo chocolate!

Há alguns anos, essas máquinas eram muito grandes, pesadas e o pior: extremamente caras. No entanto, agora contamos com uma grande diversidade de modelos, tamanhos e valores, o que tem tornado a tecnologia um pouco mais acessível. Após sua evolução ao longo dos anos, já é possível encontrar alguns modelos um pouco mais simples e baratos, que custam cerca de US$ 500.

Apesar disso, os equipamentos mais complexos têm valores bem mais elevados, chegando aos milhares de dólares. Elas são capazes de criar estruturas complexas, nas quais diversos materiais podem ser misturados. Nesses casos, é possível imprimir próteses médicas, peças de aeronaves e estruturas que, depois de montadas, resultam em casas inteiras.

O futuro da impressão 3D

Essa tecnologia permite a redução drástica de custos, traz agilidade aos processos e, além disso, permite personalização. De acordo com Peter Diamandis, futurista e co-fundador da Singularity University, no futuro, a impressão 3D irá transformar todas as pessoas em criadores.

Apesar do cenário otimista criado por Peter, a realidade é que as impressoras 3D devem tornar-se acessíveis, vantajosas e úteis em um futuro um pouco distante, em cerca de algumas décadas, já que ainda são caras e que os modelos mais simples possuem uma série de limitações.

É preciso investir em novas soluções no segmento, assim como foi feito anteriormente em tecnologias que agora são parte do nosso dia a dia. Além disso, em muitos casos, ter uma impressora 3D para uso pessoal não faz sentido, já que poderíamos, na maioria das vezes, comprar o mesmo produto, pronto.

A grande questão é a personalização. Criar objetos totalmente de acordo com o gosto e vontade de quem irá imprimir. Porém, como falamos antes, as máquinas mais baratas possuem limitações, o que nem sempre permitiria essa criação sem amarras.

Apesar de todos esses obstáculos, de acordo com a Wohlers Associates, empresa americana que oferece consultoria na área de fabricação aditiva, as impressoras 3D reduziram seu valor de US$ 20 mil para US$ 500, em apenas 10 anos.

Segundo a empresa, o futuro da impressão 3D é bastante promissor, já que a  estimativa é que até 2027, 10% do que for produzido no mundo será criado por essas máquinas.