Business Intelligence: tendências para os próximos anos

3 de dezembro de 2018 | 2 semanas atrás | Tempo de leitura: 5 minutos

Em 2018, falamos sobre diversas tendências de tecnologia e comportamento. Entre elas, uma série de tecnologias disruptivas, empresas que atuam de forma agile, design thinking e economia circular. Além desses temas, outro assunto que tem sido foco no mercado é Business Intelligence (BI). Pensando nisso, separamos abaixo uma lista do que deve vir por aí nos próximos anos:

1. Ascensão da Inteligência Artificial Explicável

A Inteligência Artificial (IA) está ganhando espaço e se consolidando em diversos mercados. Para o mundo de Business Intelligence, muitas possibilidades surgiram recentemente. Parte das evoluções alcançadas se deram também por conta da utilização de IA, uma vez que ela permite a identificação de tendências e avaliação de riscos, tudo isso combinado à tomada de decisões de maneira rápida e automatização de atividades.

No entanto, quando falamos de IA e ao passo que de começamos a depender dela, surge a desconfiança quanto à credibilidade das recomendações feitas por essas tecnologia. Tendo em vista que muitas ferramentas que utilizam Inteligência Artificial e Machine Learning não fornecem, de forma transparente, os algoritmos e lógica que existem por trás das recomendações e decisões, não seria interessante poder questionar a IA para garantir a confiabilidade de desses modelos?

Essa necessidade possibilitou o crescimento da Inteligência Artificial Explicável, que se trata justamente da prática de questionar, compreender e proporcionar transparência e confiança nos resultados. A tendência vem crescendo e, nos próximos anos, sua utilização deve ser expandida.

2. Linguagem natural

O processamento de linguagem natural (NLP) se trata da combinação de linguística e ciência da computação. Com isso, os computadores conseguem entender significados da linguagem humana.

Muitos fornecedores de BI já aplicam a linguagem natural como suporte à conversação analítica (conversa entre um ser humano e um sistema). Dessa forma, em uma interface que utiliza essa linguagem o usuário pode interagir naturalmente com os dados, proporcionando uma experiência de conversação muito melhor, que ainda deve ser aprimorada.

3. Uso colaborativo de dados

Atualmente, um movimento chamado “dados para o bem” tem ganhado força entre empresas do setor público e privado.

De acordo com uma pesquisa da Gartner, “as menções ao movimento ‘dados para o bem’ nas mídias sociais aumentaram 68% no último ano”, diante do fato que o público está mais consciente do impacto positivo dos dados na sociedade.

Com o baixo custo e a flexibilidade de computação em nuvem, diversas empresas e organizações, como ONGs, que não tinham recursos para investir em uma estrutura de dados, podem desenvolver ambientes de dados sofisticados sem a necessidade de realizar grandes investimentos.

O número de comunidades de dados, plataformas de compartilhamento e colaboração de quem deseja atingir o mesmo objetivo, vem crescendo. Essas comunidades permitem o compartilhamento de informações de forma segura, desde que seja realizada uma avaliação dos riscos acerca da privacidade e proteção das informações.

4. Storytelling + dados

Compartilhar informações obtidas por meio da análise de dados tornou-se uma tarefa essencial nas empresas, e apresentar insights e expor resultados através de Storytelling para gerar impacto positivo tem sido o caminho escolhido por diversos profissionais.

O Storytelling Analítico, que consiste em contar uma história por meio de dados, é uma das tendências do mundo do BI que está transformando esse universo e permite a criação de um diálogo mais abrangente acerca as informações levantadas. No livro Storytelling com Dados, de Cole Nussbaumer Knaflic, ela ensina diversos fundamentos da visualização de dados e como se comunicar efetivamente. Além disso, demonstra como ir além das ferramentas convencionais e usar os dados para criar uma história envolvente, informativa e atraente.