10 anos de Blockchain: o que vem pela frente?

11 de Janeiro de 2019 | 1 semana atrás | Tempo de leitura: 4 minutos

Em janeiro de 2009 foi criado o primeiro bloco na Blockchain. Originalmente associada às transações com Bitcoin, a Blockchain, que surgiu visando à proteção das transações de criptomoedas, é uma rede descentralizada capaz de armazenar dados. Após 10 anos do surgimento da tecnologia, o que deve vir pela frente?

As bases teóricas do Bitcoin foram lançadas em 31 de outubro de 2008, no entanto, foi apenas meses depois que testemunhou-se a implementação prática da primeira criptomoeda em um sistema seguro para serem realizadas transações.

Na última década, a tecnologia se mostrou viável não só para a transformação de fluxos de pagamento, como também abriu espaço para novos modelos de distribuição e outras iniciativas.

Muito mais do que a inovação por si só, nos últimos anos começamos a entender melhor o potencial do sistema e a identificar os impactos positivos que podem ser gerados nos negócios e em nossas vidas no geral.

Como falamos aqui, a tecnologia é uma maneira de empoderar as pessoas e suas relações, já que não há a dependência de instituições para o seu funcionamento.

Novas aplicações

Além da utilização no mercado financeiro, após 10 anos de Blockchain começamos a implementá-la em outras áreas. Na Estônia, o eHealth, plataforma que usa a tecnologia da cadeia de blocos, armazena registros médicos de quase 100% da população.

Outra aplicação importante tem sido na área publicitária. Além de garantir transparência e segurança a seus usuários, a utilização da Blockchain pode ser um caminho para empresas visualizarem, de forma clara e fidedigna, as impressões do consumidor.

Com ela, é possível armazenar dados para segmentar users, de modo que as empresas podem capturar seus comportamentos, permitindo a construção de perfis e análise de preferências de forma mais simplificada, detalhada e particular.

Atualmente, visando a construção de perfis, as empresas utilizam uma série de meios para captar informações de diferentes redes sociais e do Google, para que a marca consiga se comunicar da melhor maneira e possa entregar o produto ideal para aquele cliente.

No entanto, muitas vezes, o material recebido não condiz com o perfil do usuário, e a cadeia de blocos pode contribuir para sanar esse problema, possibilitando o estabelecimento de uma conexão direta entre as partes por meio do mercado criptografado.

Construir o perfil sólido de um usuário é fundamental para identificar possíveis clientes e, com a utilização dessa tecnologia, tempo e investimento financeiro podem ser reduzidos drasticamente nesse momento tão crucial para uma marca.

Além disso, na Blockchain nenhuma das partes possui mais poder do que a outra, e os registros são gravados de forma definitiva no sistema, proporcionando, portanto, segurança e transparência.

A rede descentralizada pode ser capaz, ainda, de promover a consolidação e o fortalecimento da relação entre a empresa e o consumidor, uma vez que identifica o engajamento real, diferenciando esse dos cliques gerados por bots, por exemplo.

Após 10 anos utilizando a Blockchain, podemos pensar em uma mudança radical nas relações entre empresas e consumidores, possibilitando o estabelecimento de um vínculo mais forte, transparente e seguro.