UX: a importância da experiência do usuário

15 de Março de 2019 | 8 meses atrás | Tempo de leitura: 5 minutos

Com as transformações proporcionadas pela era digital, diversos termos estão surgindo e tomando conta do mercado. Um deles é a expressão User Experience (UX), a experiência do usuário. Mas você sabe do que se trata esse conceito?

User Experience nada mais é do que a arte de colocar o usuário no centro de um projeto; sempre buscando conciliar suas necessidades e satisfação com os objetivos do produto.

O termo foi utilizado pela primeira vez por Donald Norman, professor de ciência cognitiva e da computação, na década de 1990. De acordo com Norman, a experiência do usuário tem natureza subjetiva, mas é importante analisar suas percepções para tentar atender às expectativas do consumidor.

Apesar da expressão ter sido criada há poucas décadas, a UX sempre existiu, ela apenas não era utilizada da mesma maneira que é atualmente. É possível identificar, já nos primórdios da inventividade, elementos que buscavam atendem às necessidades do ser humano e satisfazê-lo.

Visando se locomover de maneira mais fácil e confortável, o homem desenvolveu a roda, por exemplo.

Mas e hoje em dia? Como a UX pode ajudar a proporcionar experiências memoráveis?

Atualmente, as pessoas estão mais exigentes e, a concorrência entre empresas, acirrada. Sendo assim, para que elas possam se destacar e atender às expectativas do consumidor, é importante buscar proporcionar uma experiência positiva e agradável.

No caso de marcas, produtos, sistemas e serviços, vale destacar que, por meio dos conhecimentos em UX, a ideia é proporcionar a melhor experiência para o usuário desde o primeiro contato, uma vez que quanto maior o nível de satisfação, mais provável é a fidelização.

Segundo o especialista em UX da 3MW, Richard Casarin, “passamos a olhar para as pessoas como protagonistas do ecossistema no qual estão inseridas. A troca de informações deixa de acontecer somente uma vez e passa a ser contínua, criando uma cultura de feedback constante”.

Para Richard, uma experiência bem sucedida pode ser vista como aquela na qual o usuário se sente no controle (peça chave) de cada etapa até o final. “A sensação de que aquilo foi feito ‘para ele’ e ‘por ele’ faz com que essa experiência fique gravada em sua memória (e coração). Mas lembre-se: uma experiência negativa também funciona da mesma forma”, explicou.

A ideia é sempre colocar a perspectiva do usuário como espinha dorsal em um fluxo de experiência para que a pessoa queira manter contato com aquele produto ou serviço.

A evolução

Com o capitalismo e o avanço da tecnologia, é fato que a UX começou a ganhar atenção. Em nosso cotidiano temos uma série de equipamentos que precisaram evoluir.

Quanto mais usamos, mais exigentes ficamos. Por que uma televisão não poderia, além de transmitir os programas convencionais, ser conectada a internet e fazer transmissões streaming? Por que os video games não poderiam ser mais intuitivos? E o celulares?

Nós sempre desejaremos ter experiências positivas, agradáveis e que atendem nossas necessidades e nos ajudem a solucionar problemas.

“Pessoas reais enxergam problemas reais (na maioria das vezes enxergam inclusive as soluções reais), e são estes os problemas que devemos ser capazes de resolver”, disse Richard.

O celular, por exemplo, evoluiu de tal maneira que, hoje, podemos fazer quase tudo por meio dele, de forma muito mais simples do que antigamente. É possível resolver uma série de questões que, antes, demandariam tempo e paciência.

Nesse caso, as nossas expectativas, no contexto de experiência do usuário, são correspondidas, e esse é um dos motivos pelos quais o número de vendas de smartphones cresce a cada ano.

Investir em User Experience é uma importante tendência do mercado. Só assim será possível oferecer um caminho mais natural para que um cliente possa se fidelizar a uma empresa, seu produto ou serviço.