Economia circular: uma tendência

9 de novembro de 2018 | 1 mês atrás | Tempo de leitura: 5 minutos

A economia circular é um conceito que se baseia na inteligência da natureza. Diante do impacto humano no meio ambiente, essa inovação pode ser a solução para minimizar os danos causados. Ela propõe uma mudança no modo de consumo, design de produtos e de nossa relação com matérias primas e resíduos.

Anteriormente, falamos sobre disrupção e tecnologias disruptivas. Sabendo o que significa esse contexto, podemos dizer que a economia circular é disruptiva pois representa uma mudança de curso radical para as cadeias produtivas, que são totalmente modificadas.

Há diversos setores em que esse modelo tem sido tendência, porém, nos transportes, agricultura e construção, ele tem sido aplicado com maior frequência.

Além de pensar na gestão de resíduos, na economia circular a ideia é manter recursos em uso pelo maior tempo possível, recuperando-os e regenerando-os em todo o seu ciclo de vida. Esse modelo exige mudanças tecnológicas substanciais e, mais do que isso, de comportamento.

Nos transportes, os veículos autônomos e aumento do número de carros elétricos devem permitir cada vez mais aos fabricantes pensar de maneira circular.

Na agricultura, as inovações nos sistemas de tecnologia de informação devem aumentar a precisão dos dados nas cadeias de suprimento, de modo que o desperdício tenha o devido monitoramento e, portanto, seja reduzido.

No ramo de construção, a utilização de impressão 3D é um passo importante para economizar e pensar sobre os recursos a serem utilizados, já que torna possível a visualização de um modelo perfeito da edificação.

Apesar das inúmeras vantagens, transitar de uma economia linear para um modelo circular pode não ser uma tarefa fácil. O nível de circularidade depende do ritmo de desenvolvimento tecnológico, investimentos e da disposição das pessoas em mudarem seu comportamento. Para isso, uma metodologia conhecida pode ser utilizada para ajudar na transição: o Design Thinking.

Design Thinking para promoção da economia circular

Quando falamos de Design Thinking, o que vem à cabeça? Normalmente, algo ligado apenas a design ou estética, e, se você já viu a imagem de uma sessão de Design Thinking acontecendo, provavelmente pensará em post its, muitos post its.

Ok, você não está completamente enganado! Essa abordagem é baseada no processo cognitivo utilizado por designers há anos. Ela visa a resolução de problemas, desenvolvimento de produtos e idealização de propostas. Nessa abordagem, a ideia é colocar as pessoas no centro da criação e desenvolvimento de um projeto, além de utilizar criatividade e capacidade de análise para alcançar ou adaptar soluções.

Segundo Tim Brown, autor do livro Change By Design, “Design Thinking é uma abordagem antropocêntrica para inovação que usa ferramentas dos designers para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades da tecnologia e os requisitos para o sucesso dos negócios”.

No mundo dos negócios, tem sido muito utilizada para permitir que empresas e indivíduos sejam mais capazes de criar inovações.

Com a expansão dessa abordagem e da economia circular, o Design Thinking emerge como uma alternativa para colaborar na reinvenção do processo produtivo.

Assim, podemos pensar de que maneira a produção pode ser melhorada para gerar produtos adequados ao ciclo produtivo sustentável.

O processo de produção está mudando radicalmente, e a aplicação do Design Thinking no contextos das tecnologias exponenciais, como impressão 3D, IoT e inteligência artificial, pode trazer soluções voltadas para a economia circular. Dessa forma, teremos empresas e uma sociedade cada vez mais sustentáveis.