Ignite: você já ouvir falar sobre esse formato de apresentação?

1 de novembro de 2018 | 3 semanas atrás | Tempo de leitura: 6 minutos

Ignite é um formato de apresentação em que os oradores têm 5 minutos para falar sobre determinado assunto. Nos Ignites, 20 slides acompanham a fala, e cada um tem duração de 15 segundos.

Ignite significa incendiar, inflamar ou pegar fogo. Nas apresentações, é como uma explosão de informações úteis e interessantes em um curto período de tempo, com falas certeiras e muito dinamismo.

O primeiro Ignite foi realizado em 2006 em Seattle, EUA, por Brady Forrest e Bre Pettis, e foi patrocinado pela O’Reilly Media e pela revista MAKE.

A O’Reilly Media apoiou o projeto até o final de 2015, quando Brady Forrest, criador do formato, iniciou a Ignite Talks, uma organização independente que realiza e apoia eventos com o formato Ignite ao redor do mundo.

Antes de seu surgimento, um modelo bem parecido já era destaque: o PechaKucha.

O termo japonês PechaKucha não tem tradução exata, mas seria algo parecido com “bate-papo”. O formato surgiu em 2003 e foi concebido por Astrid Klein e Mark Dytham, da Klein Dytham Architecture. A ideia era realizar encontros entre designers para mostrar seus trabalhos e atrair pessoas para seu espaço de eventos.

São apresentações nas quais o conteúdo é trazido por meio de 20 slides com 20 segundos cada, totalizando 6 minutos e 40 segundos de fala. Da mesma forma que o Ignite, a ideia é trazer conteúdo de qualidade de forma dinâmica em um curto espaço de tempo.

Ignite na 3MW

No dia 31 de outubro, a 3MW foi host do Ignite Beer, um happy hour com direito a apresentações no formato Ignite.

Abrindo a noite, Thiago Biazetto, da TIF, explicou um pouco sobre a ideia do evento e como as pessoas ali reunidas haviam se conhecido. Boa parte delas participou do Friends Of Tomorrow, um curso que visa preparar as pessoas para o futuro e as auxilia na hora de “saírem da casinha”. Depois do curso, surgiu a ideia de criar o Ignite Beer.

Em sua segunda edição, 4 pessoas realizaram Ignites e, na sequência, Carlos Fernandes, diretor de planejamento da 3MW e criador do Conexão Energética, fechou a noite com um keynote.

Claudio Teixeira, da BPA Tech começou falando sobre a relação entre o trabalho e as máquinas, e levantou a questão: “os robôs conseguirão fazer qualquer coisa no futuro?”. Para ele, a pergunta não é se eles irão, mas quando isso vai acontecer e o que as pessoas podem fazer para se manterem de forma competitiva no mercado de trabalho.

Na sequência, Julia Teixeira, do Itaú, trouxe o tema “educação para o futuro”. Ela salientou a importância de não olhar só para dentro das escolas, mas tentar promover uma educação em que haja equilíbrio entre diversos aspectos. Para ela, as crianças também precisam se autoconhecer, e a meditação pode ajudar muito nesse momento.  

Depois, o Ignite de Fhabyo Matesick, da TIF, trouxe a relação entre o surf e os negócios; dois mundos muito mais parecidos do que imaginamos. Em ambas as áreas os riscos sempre são grandes, mas o propósito verdadeiro que existe tanto no surf, quanto no mundo dos negócios, é capaz de mover essas pessoas. Além disso, são territórios suscetíveis a mudanças repentinas, de modo que é necessário estar preparado para o imprevisível.

Em seguida, Fabio Ivativk também falou sobre educação e acerca da necessidade de existir uma revolução no modelo atual de ensino. Recentemente, ele fundou a Beetools, uma escola de inglês onde as pessoas aprendem com o auxílio de realidade virtual e inteligência artificial. Nessa escola, a posição do professor é bem diferente: ele está ali apenas para auxiliar o aluno. Segundo Fabio, desde a criação da Beetools, há cerca de 4 meses, nenhum aluno desistiu do curso.

Por fim, Carlos Fernandes, da 3MW, trouxe o assunto “consciência digital” e apontou necessidade de nos reinventarmos. “Daqui a algum tempo tudo será automatizado, e, com isso, nós precisaremos ser únicos, autônomos. Qual vai ser o meu diferencial em meio a tudo isso? Vamos ter que despertar nossos talentos e o que nos faz sermos únicos”.