Girl power: as mulheres no mercado de trabalho

8 de Março de 2019 | 9 meses atrás | Tempo de leitura: 4 minutos

Sabemos que as mulheres enfrentam uma série de barreiras diariamente. Na vida profissional, podemos identificar muitas situações de desigualdade salarial, além de outros problemas que acontecem que com frequência. Apesar dessas questões, há notícias e dados capazes de proporcionar um pouco de otimismo, mostrando que as mulheres estão ganhando espaço no mercado de trabalho.

De acordo com estudo realizado pela Global Entrepreneurship Monitor, a maioria do empreendimentos brasileiros é fundada por mulheres, cerca de 52%. Há dez anos, esse número era inferior a 30%. As mulheres têm ganhado força e, hoje, estão alcançando, inclusive, áreas que eram totalmente dominadas por homens. No setor de tecnologia da informação, cerca de 20% dos trabalhadores são do sexo feminino, algo impensável até alguns anos atrás.

Segundo outra pesquisa, feita pelo BCG, negócios comandados por mulheres ganham mais do que o dobro por dólar investido em relação às companhias criadas por homens. Já em um levantamento da McKinsey, ficou comprovado que empresas que tinham pelo menos uma mulher como presidente ou vice-presidente, podem aumentar sua margem de lucro em até 47%.

E aí? Está um pouco mais otimista?

É claro que as dificuldades e a desigualdade de gênero ainda existem no mundo profissional, mas as pesquisas acima provam que o cenário com relação às mulheres no mercado de trabalho aos poucos está mudando.

Como falamos aqui, na 12ª Campus Party um tema que chamou a atenção foi a inclusão de mulheres e minorias no mercado de tecnologia. A premiada pesquisadora Joana D’Arc Félix foi uma das que se apresentaram no evento. Ela ganhou o prêmio Kurt Politizer de Tecnologia de “Pesquisadora do Ano”, em 2014, e falou sobre a importância da inclusão social.

Além dos dados que mostramos acima, há diversas iniciativas que trazem otimismo com relação ao tema. São projetos que encorajam mulheres a seguirem seus objetivos, não importa quais sejam eles.

O Ada.vc, um site que cria conteúdo para aproximar as mulheres à tecnologia, listou alguns projetos de jornalismo também liderados por outras mulheres: a revista AzMina usa a informação e o jornalismo investigativo visando o combate a vários tipos de violência. Já a agência independente Fiquem Sabendo é especializada no uso da Lei de Acesso à Informação e divulga informações de interesse social.

Na área de tecnologia, cada vez mais surgem iniciativas para incentivar as mulheres a se aventurarem nesse mundo.

O PyLadies, por exemplo, é um grupo que surgiu para mulheres compartilharem conhecimentos sobre Python, uma linguagem de programação. O grupo oferece cursos desde o nível básico até o avançado.

Além dessa, há outras iniciativas como o Women Who Code, Rede Mulher Empreendedora e a PrograMaria. Com isso, é possível incentivar o ingresso de mulheres no mercado de trabalho, seja na área de tecnologia, empreendedorismo ou qualquer outra, provando que sim, o lugar da mulher é aonde ela quiser.