IGTV: o que o Instagram quer com o seu novo produto?

Tecnologia

20 de junho de 2018 | 4 semanas atrás | Tempo de leitura: 3 minutos

A tendência do amanhã pode ser o podcast, mas o vídeo continua muito bem, obrigado. Um indicativo foi o anúncio do Instagram de seu novo produto — o IGTV, um novo app que poderá ser integrado com a rede social de vídeos e imagens. A principal diferença do app para o Instagram é a possibilidade de assistir vídeos longos, que explicaremos mais abaixo.

Kevin Systrom, CEO do Instagram, afirmou que a iniciativa se dá por que ele sente falta de um local “que seja como a TV”. Ou seja: ao invés de procurar por um vídeo, ele simplesmente começa a tocar quando você apre o aplicativo. Parte do mercado do IGTV, é claro, é para os influencers, já que será possível subir vídeos de 10 minutos ou até 1 hora, dependendo da conta.

Anúncios? Ainda não. Ainda não vai existir publicidade no novo aplicativo, mas tudo indica que, em um futuro breve, anúncios vão fazer parte da plataforma — o que pode ser uma boa para os produtores de conteúdo, já que pode existir um modelo parecido como o YouTube, em que parte da renda de publicidade é repassada ao criador de conteúdo.

A plataforma foge um pouco do que temos visto da estratégia no Instagram: postagens efêmeras e o uso das DM tornaram o Instagram uma das principais formas de comunicação entre os usuários. Agora, o IGTV surge como uma mudança de direção. “o Instagram poderia juntar relações pessoais e interesses”, disse o CEO. “Você não pode ter isso em nenhum lugar — essa mistura dos dois”, lembra.

Logo, o Instagram quer centralizar todo o público, englobando quem quer algo mais denso e conteúdos que você encontra no YouTube, sem esquecer do já tradicional público da rápida (e efêmera) timeline do Instagram.

Como lembra o The Verge, o objetivo do Instagram — e do Facebook também — é disputar com o YouTube, que é “o destino comum da maioria das pessoas que está procurando vídeos para consumir”. “O YouTube se beneficia de ter uma grande massa de criadores, um programa mais funcional que permie que seus criadores façam dinheiro, e algoritmos sofisticados que ajudam a sugerir vídeos para os usuários”, diz.

“Quando você assiste vídeos mais longos, você precisa de um contexto diferente”, afirmou Systrom. “Nós realmente queríamos separar esses dois para que você possa escolher qual aventura você vai escolher”, completou Systrom. Para profissionais do marketing, é bom ficar de olho no IGTV. Em breve, pode ser um concorrente à altura do YouTube, plataforma que recebe altas verbas de publicidade.