Vale a pena criar podcasts? Veja por que o Google se empolga tanto com o formato

Tecnologia

9 de Maio de 2018 | 1 mês atrás

Os últimos dois anos foram de empolgação em relação ao conteúdo em áudio. Nós mesmos colocamos esse formato como uma das tendências para o marketing digital em 2018 e analistas de diferentes lugares têm apontado os podcasts como futuro da comunicação. Pense no podcast como o YouTube de alguns anos atrás: já há muita gente neste terreno, mas ainda há muito o que ser explorado. Como veremos abaixo, até o Google parece muito empolgado e decidido a valorizar quem criar podcasts.

Fala-se com mais amplitude e destaque sobre podcasts desde o começo da década, mas a popularização de serviços de streaming como Spotify, iTunes e Deezer tornou o formato uma realidade. Apesar disso, ainda não eram muitos que se arriscavam no formato — os programas existentes eram limitados, principalmente, a plataformas de mídia que discutiam entretenimento.

Foi somente nos últimos anos que os podcasts foram, de vez, colocados no radar. O principal elemento que fez muita gente virar os olhos — ou as orelhas — para o conteúdo em áudio é a praticidade. Os tais micro-momentos na tela que marcas batalham loucamente por segundos de atenção do usuários são transformados em horas com os podcasts, já que podem ser escutados enquanto a pessoa está no trânsito, indo para o trabalho, limpando a casa, jogando videogame e etc. Marcas têm adaptado o seu conteúdo para áudio ou até mesmo começam a dar os primeiros passos para fazer podcasts.

Consolidado como plataforma, o caminho parece aberto para marcas. Tanto que o JWT Intelligence colocou o “branded audio” (áudio patrocinado, em tradução livre) como uma das tendências para o marketing em 2018.

Lá fora, marcas já tem conseguido adentrar a vida dos consumidores com podcasts há alguns anos. Em 2016, por exemplo, o eBay se reuniu com o produtor de podcasts Gimlet Creative para criar o Open for Business, programa em áudio focado em começar um negócio — deu tão certo que o conteúdo ficou em 1º no iTunes.

Muito mais do que um programa: a marca ter uma voz e ter literalmente alguém falando por ela sobre assuntos de interesse para o consumidor pode estreitar ainda mais a relação entre o prospect ou cliente e a empresa. Vale lembrar que o conteúdo em áudio não é limitado como muitos pensam — um outro exemplo interessante é o The Message, da General Electric, uma série de podcasts de ficção científica em que o apresentador tenta decodificar uma mensagem recebida do espaço 70 anos atrás.

Criar podcasts: Google quer revolucionar

O Google — sempre ele — tem planos revolucionários quando o assunto é o conteúdo em áudio. “Nossa missão é dobrar o número de podcasts que as pessoas estão ouvindo nos próximos dois anos”, diz o Gerente de Produto de Podcasts do Google, Zack Reneau-Weeden, para a Pacific Content.

A empresa tem uma série de planos para ajudar a popularizar o formato e quer começar usando a sua principal ferramenta — o Google Search. Segundo Zack, podcasts vão começar a aparecer nos resultados de busca de maneira nativa — ou seja, com o botão de “play” na própria página com resultados — isso já acontece para alguns usuários. Junto com o botão, a pessoa poderá clicar na lista de episódios e a possibilidade de se inscrever naquele programa.

Além disso, o Google vai trazer uma “homebase” de podcasts, que irá trazer todas as inscrições do usuário. Ainda será possível buscar acessar seções como Top e Trending, que mostrarão quais são os conteúdos em alta naquele momento. Por último, o usuário poderá navegar por assuntos como Ciência, Entretenimento, Esportes e etc.