Uso de adblock indica: os anúncios precisam se renovar

Tecnologia

19 de junho de 2018 | 4 semanas atrás | Tempo de leitura: 3 minutos

Segundo uma pesquisa do eMarketer, 30% de toda a internet — isso mesmo, toda a internet — usará adblockers até o final de 2018. Fica a ressalva de que a proporção de pessoas que bloqueiam anúncios é muito maior em computadores do que no mobile. Que vivemos uma crise (ou uma revolução — como preferir) nos anúncios tradicionais, não é novidade para ninguém. Mas a dúvida para muitos é: para qual caminho ir e o que se pode aprender com o uso de magnitude tão relevante do recurso de adblock?

Para compreender o que acontece, é preciso uma abordagem mais profunda sobre o uso do adblock. A pesquisa foca, por exemplo, na idade dos usuários desse tipo de ferramenta: para a surpresa de ninguém, os mais jovens são mais propensos a usar os adblockers. Laura Desmond, em texto no NewCoShift, traz uma abordagem bem interessante sobre os jovens que simplesmente não querem ver os anúncios tradicionais.

Em uma explicação sobre o porquê jovens utilizarem o adblock, ela enumera alguns pontos: pessoas querem mais em troca de seu tempo e atenção. “Eles simplesmente não querem anúncios pop-up, banners, displays e comerciais de 30 segundos que não entretém ou são informativos. Eles querem mais criatividade”, diz Laura.

Mais do que simplesmente bloquear anúncios, esses softwares às vezes filtram os ads indesejados. No entanto, quando os anúncios passam pelo filtro, eles recebem mais atenção e se tornam ainda mais eficazes.Logo, o jovem quer um anúncio mais relevante — e que leve a sério. Criatividade e autenticidade são os principais desejos das pessoas. Para isso, mais do que acertar o seu público-alvo — que é o desejo de toda a indústria — há a necessidade de se destacar, sendo autêntico e orgânico.

Antes, o conteúdo que cada um tinha acesso era limitado. Isso resultava anúncios igualmente limitados: menos target, menos autenticidade e menos criatividade. As pessoas aceitavam os anúncios que eram colocados à sua frente. Agora, com acesso a muito conteúdo (e tudo ondemand e personalizado), faz cada vez menos sentido anúncios tradicionais — mais uma explicação para tanto adblock.

Novas tecnologias podem ajudar na revolução dos anúncios

Os profissionais do marketing devem ficar de olho nas novas tecnologias, que surgem como oportunidades para essa revolução dos anúncios. Realidade aumentada, internet das coisas e realidade virtual, por exemplo, podem trazer uma nova chance para a publicidade, que pode se adequar ao novo contecto.

Na Internet das Coisas, tudo será conectado. Logo, a publicidade pode pensar em maneiras relevantes para chamar a atenção dos consumidores. Como Laura disse no primeiro ponto, os jovens querem algo em troca da atenção. Nem sempre esse algo em troca é literalmente um serviço ou produto — mas pode ser. Por exemplo, a realidade aumentada pode ajudar ao propor descontos baseados em alguma ação que deve ser tomada pelo consumidor — tirar uma foto, interagir com o comercial de alguma maneira e etc.